terça-feira, 9 de novembro de 2010

Exclusão

Não sei o que dizer
Não sei o que fazer
Não sei...
Devo andar ou correr?
Amar ou odiar?
Ignorar ou importar?
Mudar ou ficar na mesma?

Ficar como uma lesma
No seu lar?
Sem nada para fazer,
Nada para arrumar?
Dá vontade de viver?

NÃO! NÃO DÁ!
QUERO-ME LIBERTAR!
QUERO VIVER!
AMAR E ODIAR
IGNORAR E IMPORTAR
MUDAR! MUDAR!

Estou fechado,
Num círculo de futilidade,
Ignorância e insensibilidade.
Preciso de emigrar,
Preciso de procurar.
Procurar uma maneira,
De voltar a viver,
Com o maior prazer.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

ALEGRE SOLIDÃO

E aqui estou eu, a escrever por razão nenhuma nesta sala fria e sombria, onde habita a criatura e os seus dez subordinados. Não sei o que dizer, não sei o que fazer, eu só sei que o meu coração ainda bate e talvez um dia eu vá perceber a razão do seu bater. Porque não há de parar? Algo ele espera ansiosamente e bate cada vez mais rapidamente, exuberadamente... E quando chegar o momento esperado? irá ele continuar a bater? Irei eu morrer? Se isso se suceder, eu irei certamente morrer feliz e esse é o meu maior desejo.

INFÂNCIA

Doce e inocente
Pequena e nostálgica
A querida infância
É uma experiência mágica

É feita de momentos
Bons e maus
Mas também de sentimentos
Fortes, por vezes demais
Mas não há ressentimentos

Porque sempre que nos lembramos
É com carinho e euforia
Por vezes até choramos
Mas é pela alegria
De reviver o passado
Ao lado de quem amamos

Esta é a minha ideia
Mas há quem não pense assim
Pois a sua infância
Deu mais voltas que um berbequim

Infâncias sombrias e assustadoras
Existem muitas infelizmente
Ficam em mente
E parecem duradouras
Ás vezes traumatizam
Porque os nossos desejos não se realizam

É um momento
Para uns bom para outros mau
Uns dormiram ao relento
Outros nem nisso conseguiam pensar
Mas é único
E acho que todos deviamos aproveitar.

FIM

Dizem ser um sonho
Até aos dezassete
Acho muito estranho
Porque a vida não derrete
Tão depressa
Como um pequeno iceberg

Talvez o conceito mude
Talvez não
Mas é muito rude
Causar tal desilusão

É verdade que aos trinta e cinco
Muitos tenham a vida formada
Criaram um recinto
Por onde não passa nada

Outros Muito novos
Assinam a sua certidão de óbito
Juntamente com as drogas
Que lhes proporciona
Um momento inédito

ELEMENTOS

Terra sólida
Ar gasoso
Água líquida
Fogo charmoso

Água imprescindível
Para a nossa sobrevivência
Está a subir a um nível
Tão alto...
Mas tão alto...
Que virará numa consequência

Terra robusta
Suja e castanha
Não mata mas arranha
É o primeiro nome do nosso planeta

Ar leve
Omnipresente
Está tanto num armário
Como num purgatório

Fogo vivo e ardente
Quando há fumo ele está presente
Causa dor e espanto
Mas é um encanto

SENTIMENTOS

Fortes e dolorosos
Doces e apaixonantes
Tanto deixam remorsos
Como são relaxantes

Existem milhares...
Uns são marcantes
Outros são esquecidos
Mas magoaram antes
E não foram escolhidos


Pode-se ter centenas num dia
Como um num mês
Quer estejamos na Índia
Ou até no gerês

A raiva e o rancor,
São sentimentos que causam dor
Espontâneos ou programados
São uma coisa superior
Porque por eles somos dominados

Afecto...
Amor...
São sentimentos
Que provocam o sorriso
Mas em certos momentos
Fazem perder o juízo

Como em tudo
Há bons e maus
Feios e bonitos
Mas sem os sentimentos
Estaríamos todos perdidos.

CONFUSÃO

Cá vai mais um poema
Inventado por mim
Este não tem tema
Mas começa assim

Porque estou eu
Aqui a escrever?
O problema é meu?
Ou estou-me a esquecer?

Nexo não há,
Será preciso?
Eu sei lá!
Estou indeciso...

Tema não há
Mas tem que haver
Hei-de chorar?
Não sei mais que fazer...

SOLIDÃO

Está presente tanto numa pessoa
Como num cão
Sabemos que magoa
Pois é a solidão

Há quem viva com ela
Há quem nem a conheça
Mas agarra-se com tal pressa
Aprisiona-nos como uma trela
Impedindo-nos de escapar
E continua a magoar

Faz-nos pensar
Que não temos papel no mundo
Mas apenas está a enfeitiçar
O nosso sentimento mais profundo

Acaba com vidas
Provocando assim mortes
Era isto que querias?
Agora não há volta a dar
Mas nem tentes lá entrar
Pois algo de mal se vai passar!

Está presente tanto num cão
Como numa pessoa
É a solidão
E sabemos que magoa...

EU

Quem melhor que eu
Para me descrever
Neste grande mundo
Onde não se sabe viver

Eu sou água
Eu sou sangue
Eu sou a mágoa
Que surge a qualquer instante

Eu sou um tanque
E não paro de encher
Estou quase a transbordar
De fortes sentimentos
Que nem me posso mexer

Eu sou o bem
Eu sou o mal
Estou num mundo paranormal
Onde nada se mantém

Onde existe a alegria
Como também o ódio
Existe a euforia
Que me enche...
Eu cá sou bom.